O Maximídia 2026 será realizado de 29 de setembro a 1º de outubro, no Hotel Unique, em São Paulo, com uma programação híbrida que combina atividades presenciais e conteúdos transmitidos pela manhã em ambiente online. O evento reunirá executivos de marketing, agências, plataformas de mídia, empresas de tecnologia e grandes marcas para discutir as transformações que estão alterando a comunicação, o consumo e a relação entre empresas e seus públicos.
Mais do que uma agenda do setor publicitário, o encontro chega em um momento no qual a inteligência artificial deixou de ser vista apenas como ferramenta operacional. A tecnologia passou a influenciar decisões de branding, criação, mídia, atendimento, análise de dados e jornada de compra. Por isso, o debate previsto para o Maximídia 2026 deve interessar não apenas a profissionais de publicidade, mas também a anunciantes, veículos, plataformas digitais e gestores responsáveis por estratégia empresarial.
Inteligência artificial amplia o debate sobre criatividade
Segundo as informações divulgadas no site oficial do Maximídia, a edição de 2026 terá entre seus eixos a discussão sobre inovação, comunicação e os novos caminhos do marketing. A inteligência artificial aparece nesse contexto como uma tecnologia capaz de reorganizar etapas inteiras do trabalho, da produção de conteúdo à interpretação de sinais de comportamento.
A adoção de sistemas generativos, agentes de inteligência artificial e ferramentas automatizadas, porém, também cria questões estratégicas. Se diferentes marcas passam a utilizar recursos semelhantes, a diferenciação não dependerá somente da velocidade de produção. A identidade, a coerência do posicionamento e a capacidade de criar conexões relevantes podem se tornar ainda mais importantes para evitar uma comunicação padronizada.
Outro ponto em discussão é a relação entre autenticidade e conteúdo sintético. A automação pode ampliar a escala das campanhas e agilizar processos, mas não elimina a necessidade de decisões humanas sobre contexto, responsabilidade, linguagem e propósito. Para as empresas, o desafio é combinar eficiência tecnológica com uma compreensão real das expectativas de seus públicos.
Atenção se torna ativo estratégico para as marcas
A programação divulgada pelo Meio & Mensagem prevê painéis sobre branding, criatividade, influência, entretenimento, consumo, mensuração da atenção e futuro do trabalho no marketing. A variedade de temas reflete a fragmentação do ambiente de mídia, no qual o público alterna entre plataformas, formatos e comunidades em busca de experiências mais personalizadas.
Nesse cenário, alcançar uma audiência já não significa necessariamente conquistar sua atenção. Uma campanha pode ser distribuída em diversos canais e ainda assim não produzir envolvimento. A discussão sobre atenção envolve, portanto, a qualidade do contato, a relevância da mensagem e a capacidade de uma marca permanecer presente sem interromper de forma excessiva a experiência do consumidor.
O tema também afeta a mensuração dos resultados. Indicadores de alcance e exposição continuam importantes, mas passam a ser analisados ao lado de métricas relacionadas a envolvimento, consideração e impacto para o negócio. A pressão por resultados torna necessário aproximar a construção de marca das metas comerciais, sem reduzir toda a estratégia a respostas imediatas de performance.
O papel dos CMOs em um mercado mais integrado
Entre os debates previstos estão ainda as responsabilidades dos chief marketing officers, os chamados CMOs, diante de um ambiente em que marketing, tecnologia, dados e negócios estão cada vez mais conectados. O profissional deixa de atuar apenas como responsável pela comunicação e passa a participar de decisões ligadas a crescimento, inovação, reputação e relacionamento com clientes.
Essa mudança exige equilíbrio entre visão de longo prazo e capacidade de resposta rápida. Enquanto o branding trabalha a percepção e a confiança acumuladas ao longo do tempo, as ferramentas digitais permitem testar mensagens, acompanhar comportamentos e ajustar campanhas em ciclos mais curtos. A integração entre essas frentes pode ajudar as empresas a tomar decisões mais consistentes em um mercado de atenção disputada.
O conteúdo editorial do Meio & Mensagem sobre o Maximídia também contextualiza o evento a partir de temas como marketing, mídia, entretenimento e estratégia. A presença de representantes de empresas como Heineken, Ambev, Itaú, Natura, Globo, Amazon, Disney e Google reforça a abrangência do encontro dentro do ecossistema brasileiro de comunicação, conforme divulgado na pauta oficial do evento.
Evento conecta São Paulo a discussões nacionais
Embora a etapa presencial aconteça em São Paulo, o formato híbrido amplia o alcance do Maximídia 2026 para profissionais de outras regiões. A combinação entre encontros no Hotel Unique e transmissão online permite acompanhar debates sobre decisões que afetam anunciantes, agências, plataformas, veículos e empresas de tecnologia em todo o país.
A relevância do evento está justamente na convergência de assuntos que costumavam ser tratados separadamente. Inteligência artificial, criatividade, dados, influência, consumo e resultados de negócio passaram a fazer parte de uma mesma agenda. Ao colocar esses temas em diálogo, o Maximídia 2026 apresenta um retrato das escolhas que o mercado terá de fazer diante da transformação tecnológica e da disputa crescente pela atenção do público.





