Estado manteve a 8ª posição entre os maiores exportadores do país, com saldo comercial positivo de US$ 803 milhões e China como principal destino das vendas
Goiás encerrou o mês de maio de 2026 com um desempenho sólido no comércio exterior. Os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) revelam que as exportações goianas somaram US$ 1,305 bilhão no período, enquanto as importações ficaram em US$ 502 milhões, gerando um saldo comercial positivo de US$ 803 milhões. O resultado manteve o estado na 8ª posição entre os maiores exportadores do país, com participação de 4,5% nas exportações brasileiras do mês. O desempenho de maio se soma a uma sequência de meses consistentes: em abril, o superávit havia sido ainda maior, de US$ 1,047 bilhão, e em março as exportações cresceram 62,3% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 1,164 bilhão. A trajetória confirma que a economia goiana entrou em 2026 com fôlego.
O que está por trás dos números: soja, carnes e ouro no topo da pauta exportadora
O complexo soja continua sendo o grande responsável pelo desempenho externo goiano. Em maio, o setor respondeu por 54,26% de tudo que o estado vendeu ao exterior, totalizando US$ 707,9 milhões. A soja in natura liderou dentro do próprio complexo, representando 45,31% das exportações estaduais no mês. O desempenho é consistente com meses anteriores: em abril, o complexo soja havia chegado a 66,45% das exportações, e em março a participação foi de 61%. A cultura segue como o principal ativo da pauta exportadora goiana de forma consolidada.
O setor de carnes aparece na segunda posição, com US$ 265 milhões em maio e participação de 20,34% nas vendas externas, com destaque para as carnes bovinas, que representaram 15,94% do total exportado. Em abril, o ouro chamou atenção ao registrar crescimento de 32,72% na comparação com o mesmo mês de 2025, reforçando a diversificação da pauta comercial do estado. Ferroligas e minérios de cobre também figuram entre os produtos com participação relevante. Do ponto de vista municipal, Rio Verde liderou as exportações em maio com US$ 300,8 milhões, o equivalente a 23,06% do total estadual, seguida por Jataí, Alto Horizonte e Mozarlândia.
Para onde vai a produção goiana e o que isso significa para o estado?
A China foi o principal destino das exportações goianas em maio, com compras de US$ 673 milhões, o que representa 51,58% de tudo que o estado vendeu ao exterior no período. O país asiático mantém esse posto de forma consistente, concentrando também 58,02% em abril. Além da China, os Estados Unidos, a Espanha e os Países Baixos figuram entre os principais mercados compradores da produção goiana.
O secretário de Estado de Indústria, Joel de Sant’Anna Braga Filho, destacou que os resultados reafirmam a competitividade do setor produtivo goiano e a estratégia do governo de apoiar a ampliação de mercados. Para a economia goiana como um todo, a robustez da balança comercial tem impactos diretos: gera divisas, sustenta empregos no campo e na indústria de processamento e reforça o peso político do estado nas negociações federais sobre infraestrutura logística, como a expansão de ferrovias e a modernização de rodovias. O Acordo Mercosul-EFTA, que ganhou força em junho, também abre perspectivas adicionais para os produtos goianos no mercado europeu, segundo análise do jornal O Hoje.
O desempenho comercial de Goiás em 2026 demonstra que o estado consolidou uma base produtiva capaz de manter resultados expressivos mesmo em cenários de oscilação nos mercados internacionais, o que posiciona Goiás como um dos motores silenciosos da economia brasileira.
Fontes: Tribuna do Planalto | Serra Dourada News | Empreender em Goiás | Jornal Opção
Autor: Diego Rodríguez Velázquez





