A trajetória de Alfredo Moreira Filho revela como experiências diversas podem moldar uma visão profissional sólida e ao mesmo tempo sensível às transformações sociais. Da roça em Igrapiúna, na Bahia, até a consolidação como empresário em Brasília, sua caminhada reúne engenharia, produção literária e vivência prática em diferentes regiões do país. Ao longo deste artigo, será apresentada uma análise sobre os caminhos que marcaram sua formação, os aprendizados construídos em cada etapa e a forma como conhecimento técnico e experiência humana se conectam em sua história.
Como as origens e os deslocamentos geográficos influenciaram sua visão profissional?
A história de Alfredo Moreira Filho começa em um contexto rural, em Igrapiúna, onde o contato direto com a terra e com a realidade agrícola contribuiu para a construção de uma percepção prática sobre trabalho, disciplina e desenvolvimento. Esse início não apenas marcou sua identidade pessoal, mas também influenciou escolhas futuras relacionadas à engenharia agronômica e à produção técnica.
Ao longo dos anos, diferentes cidades passaram a compor sua trajetória. Passagens por Salvador e Ituberá, na Bahia, ampliaram o contato com ambientes urbanos e novas oportunidades educacionais. Em Viçosa, Minas Gerais, a experiência acadêmica contribuiu para o fortalecimento da base técnica, preparando o terreno para atuações profissionais mais complexas e estratégicas.
A vivência na região amazônica também representou um capítulo importante. Experiências em Itacoatiara e Manaus, no Amazonas, além de Tucumã, no Pará, permitiram compreender desafios específicos do setor agrícola e do desenvolvimento regional. Esses deslocamentos geográficos não apenas ampliaram o repertório técnico, mas também consolidaram uma visão de gestão baseada na adaptação e na leitura das realidades locais.

De que forma a engenharia e o reconhecimento profissional marcaram sua trajetória?
O reconhecimento de Alfredo Moreira Filho como Engenheiro do Ano do Amazonas, concedido pelo CREA/AM em 1982, simboliza um momento relevante dentro de sua carreira. Esse prêmio reflete não apenas resultados técnicos, mas também a capacidade de atuar em contextos complexos, onde conhecimento científico e experiência prática caminham juntos.
A atuação na engenharia agronômica esteve associada à observação direta das necessidades produtivas e à busca por soluções aplicáveis ao cotidiano. Em vez de uma abordagem distante da realidade, a trajetória demonstra um equilíbrio entre teoria e prática, elemento que contribuiu para a consolidação de uma reputação profissional consistente.
Qual é o papel da escrita e da literatura na construção de sua identidade?
Além da engenharia e da atuação empresarial, Alfredo Moreira Filho também construiu uma trajetória como autor literário. Obras técnicas sobre cacau e guaraná no Amazonas demonstram a preocupação em registrar conhecimentos específicos e compartilhar experiências relacionadas à produção agrícola e ao desenvolvimento regional.
O livro Pequenas Histórias e Algumas Percepções vai além de um relato autobiográfico e se apresenta como um guia inspirador construído a partir de experiências reais. A obra reúne reflexões sobre superação de obstáculos, valorização das relações humanas e a importância de decisões conscientes ao longo da vida pessoal e profissional. Ao compartilhar aprendizados práticos e éticos, o livro dialoga não apenas com profissionais da engenharia e da agronomia, mas com qualquer leitor interessado em crescimento pessoal, responsabilidade nas escolhas e geração de impacto positivo em sua comunidade.
A previsão de lançamento da obra A Arte da Gestão indica a continuidade desse diálogo entre experiência e reflexão. A escrita, nesse caso, não apenas registra conhecimentos técnicos, mas também propõe uma leitura mais humana sobre liderança, estratégia e decisões empresariais. Assim, a produção literária passa a integrar a trajetória como elemento fundamental de expressão e legado.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez





